Quem somos

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Contexto Histórico

Na génese do concelho de Aldeia Galega está o concelho mais amplo do Ribatejo, remontando este ao séc. XII. A sua área integrava duas freguesias, Santa Maria de Sabonha e São Lourenço de Alhos Vedros que no séc. XIV foram elevadas a concelho. Sabonha virá no séc. XV a dar origem aos concelhos de Alcochete e de Aldeia Galega do Ribatejo, sendo este o único a conservar o topónimo original.

Galega deve-se, numa das suas explicações onde o mito e a realidade se cruzam, à origem francesa, tendo sido segundo a memória dos povos a aldeia habitada por gauleses desde o tempo de D. Afonso Henriques. Os intelectuais aguçam a discussão, enquanto o povo atribui a origem da designação a uma estalajadeira galega, de seu nome Alda: “Alda, a Galega”.

Entre a lenda e a história o nome de Aldea Galega foi escrito, ao longo do tempo, ao sabor da inspiração: Alda Gallega, Aldea Gallega, Aldegalega, Aldaguallega do Ribatejo, Aldegalega, Dalda Gualega ou Aldeia Gallega do Ribatejo, como regista o Foral dado por D. Manuel I, em 15 de Setembro de 1514. Em 2 de Fevereiro de 1879, a Câmara fixou-lhe o nome em Aldegalega, mas logo em 1881 os ilustres cidadãos pediram ao então El-Rei D. Luís que a terra se passasse a chamar Alda, a par de outras propostas apresentadas: Linda Aurora do Ribatejo, Vila Flor, Vila Maior do Ribatejo, Aldegalega Lusitânia, Nova Lusitânia, Lusitânia e Vila Lusa. Mas, como ninguém se entendia a terra continuou a chamar-se Aldegalega ou Aldeia Galega do Ribatejo.

Em 1930, já não se tratava de uma aldeia, mas sim de uma pujante vila e correspondendo aos anseios dos seus moradores, Carlos Hidalgo Gomes de Loureiro, Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Aldeia Galega do Ribatejo, requereu, no dia 5 de Fevereiro, a mudança de nome para Montijo, nome ancestral da península e do antigo porto.

A proposta foi sancionada pelo Decreto n.º 18434 e a partir do dia 6 de Junho de 1930, a vila e o concelho de Aldeia Galega do Ribatejo passaram a denominar-se Montijo. À época era constituído por três freguesias: Montijo, Sarilhos Grandes e Canha. Em 1957 foi criada a freguesia de Santo Isidro de Pegões.

Em 14 de Agosto de 1985, com a Lei nº 32, a vila de Montijo foi elevada à categoria de cidade. Nesse mesmo ano foram criadas as freguesias de Atalaia, Pegões e Alto Estanqueiro-Jardia. Em 1989 a Lei nº 34, de 24 de Agosto, publica a criação da freguesia de Afonsoeiro.

A História do concelho do Montijo está intrinsecamente ligada ao rio Tejo, já que uma grande área do seu território é por ele delimitada. No decorrer do séc. XVIII assistiu-se a uma mudança gradual da economia local: a preponderância das atividades ligadas ao rio – pescas e exploração das salinas, e à agricultura, cedeu lugar às atividades comerciais e industriais, nomeadamente, ao comércio e transformação de gado suíno.

A economia do Montijo tem estado, desde há varias décadas, fortemente ligada a atividades como a produção, abate e transformação de Carne, à preparação e transformação de Cortiça, bem como à produção Hortícola, Vinícola e Florícola. A agricultura do concelho baseia-se na produção de culturas hortícolas, e hortícolas de estufa, e são praticadas em áreas tão díspares que vão desde a horta familiar até ao cultivo extensivo em grandes áreas.

A floricultura no concelho surgiu no início dos anos 70. Esta atividade expandiu-se existindo atualmente cerca de 40 explorações que ocupam perto de 130 hectares de estufa, e 20 de produção de bolbos e plantas ornamentais em ar livre produzidas com recurso às mais modernas tecnologias, e técnicas de produção, resultando num importante acréscimo de qualidade e diversidade.

Atualmente a gerbera é a espécie dominante, ocupando cerca de 50 hectares de estufa, tornando o Montijo num dos maiores produtores europeus desta espécie.

A suinicultura é igualmente uma atividade de grande tradição no concelho com uma dimensão nacional. O Montijo é ainda hoje um dos principais produtores nacionais de suínos, e onde se encontra a Bolsa do Porco (Associação legalmente constituída por escritura notarial em 1994/Julho/26, no 13º Cartório Notarial de Lisboa),e que define semanalmente as cotações de referência para todo o país.

A vitivinicultura é uma atividade que tem ganho importância no concelho devido, principalmente, à qualidade e notoriedade conquistada pelos vinhos produzidos, destacando-se o desempenho da Adega Cooperativa de Pegões, cujos vinhos têm conquistado o mercado nacional e internacional.

O comércio existente no concelho de Montijo é essencialmente de natureza retalhista e afeto ao ramo alimentar; recentemente tem-se verificado a fixação de unidades comerciais de maior dimensão bem como diversos investimentos na área da logística e distribuição.

A inauguração da ponte Vasco da Gama, em 1998, veio melhorar os acessos às principais cidades do país, às principais infraestruturas portuárias e aeroportuárias, e a Espanha.

A ponte Vasco da Gama permitiu a captação de novos investimentos e de novos projetos, e consequentemente a uma reconfiguração do tecido empresarial local, cada vez mais ligado a atividades comerciais e de serviços em detrimento do sector primário.

Segundo dados disponíveis, o concelho do Montijo tem uma área aproximada de 347 Km2 e uma população residente aproximada de 40.000 habitantes. Relativamente à Estrutura Etária da população do Concelho de Montijo tem-se assistido, ao longo dos últimos anos, a um gradual envelhecimento da população, que já se traduz num índice de envelhecimento de 112,6% (INE 2004).

Importa ainda referir que os resultados provisórios dos Censos de 2011 indicam o Município do Montijo como um dos cinco Municípios que registaram um maior índice de crescimento populacional, nomeadamente, em 31%.

Este encontra-se geograficamente dividido em duas partes e localiza-se no norte do Distrito e da Península de Setúbal.

O concelho está integrado na Margem Sul da Área Metropolitana e é territorialmente constituído por 2 subáreas: a Zona Este, que compreende as freguesias de Santo Isidro, Pegões e Canha, e a Zona Oeste, composta pelas restantes 5 freguesias do Concelho -Afonsoeiro, Atalaia, Alto Estanqueiro/Jardia, Montijo e Sarilhos Grandes, que conjuntamente representam apenas 16,18% da área geográfica total.

No que se refere à distribuição da população, nas subáreas, e segundo os dados apresentados pelo Recenseamento Geral da População de 2001, verifica-se que a Zona Este, que representa 83,82% do território, é ocupada por apenas 13,95% da população do concelho refletindo uma baixa densidade populacional.

É na Zona Oeste que se situam os maiores aglomerados populacionais, sobretudo nas freguesias de Montijo, que representa 58,50% do total da população do concelho e de Afonsoeiro com 9,03%. Ainda que, se assista a uma nova configuração dos aglomerados populacionais que os resultados Provisórios dos Censos 2011 confirmam, e que factualmente se constata.

O Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra encontra-se implementado no concelho do Montijo, e é constituído por escolas pertencentes às freguesias da Zona Oeste, - Afonsoeiro, Atalaia, Alto Estanqueiro/Jardia, e Sarilhos Grandes, com alunos residentes nas freguesias do Montijo (zona Este), recebendo ainda alguns alunos residentes em freguesias mais distantes, nomeadamente Canha e Pegões.

Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra
Alameda Dr. José Manuel Afonso dos Santos
2870-802 Montijo
Portugal
Tel.: 212 326 670
Fax: 212 322 362

172418 (cod.escola)